quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O ficar

Para dar início ao nosso blog, estaremos falando do tal do ficar, esse que nossos jovens praticam em busca de novas e diversas descobertas. Mas, para surpresa de todos, isso não é mais apenas para os adolescentes, pois existe muito adulto ficando, já que essa pratica não é de agora e sim da metade dos anos 80.
Um componente básico para o namoro é assumir compromisso com alguém e até mesmo com a família, já o ficar, sua marca essencial é justamente a falta de compromisso.  Uma prática que não tem regras e talvez por isso, assusta muito os pais, podendo prevalecer alguns exageros, quando esses não conversam com seus filhos sobre a importância da sexualidade para a vida. É uma prática na qual as pessoas envolvidas não assumem compromissos, ou seja, pode ser considerado um namoro corporal, mas sem compromisso social. Ë um relacionamento provisório que pode ir desde um extremo, como um simples beijo até a uma relação sexual. E quando os adolescentes não conhecem os limites do próprio corpo e as conseqüências de um ato não planejado, ai está o grande perigo.  A diferença do ficar para os amassos de antigamente é que esse era quase sempre forçado pelo rapaz, e a mulher era submetida aos desejos do outro, já no ficar, quem estabelece as regras e os limites é sempre a menina. Quanto mais ela permitir, mas íntimos tornarão os toques.  Essa prática entre os adolescente é considerada muito importante, pois evita o compromisso com o amanhã e elimina a obrigação com vínculos definitivos, ampliando o conhecimento sobre o (a) parceiro (a), para uma decisão mais certa no futuro, ou simplesmente para o auto-conhecimento ou até mesmo para demonstrarem ao grupo o seu poder de sedução. Ressalto a importância do diálogo em casa, pois nada melhor que conversar com nossos jovens e entender quais são os perigos escondidos em um simples Ficar.
Andresa Araujo

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